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Confiança da indústria gaúcha cai em setembro

Publicado em 24/09/2026 09:35 Automática
Confiança da indústria gaúcha cai em setembro

Índice de condições da economia brasileira caiu para 29,6, o menor nível desde julho de 2020 Pelo segundo mês consecutivo, a falta de otimismo do industrial se acentua no estado, de acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho (Icei-RS), divulgado na quarta-feira (23) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Em setembro, o indicador alcançou 42,4 pontos, queda de 1,3 em relação a agosto. O Icei-RS de setembro aprofunda o quadro de falta de confiança entre os industriais do RS, com o indicador se afastando da linha divisória dos 50 pontos.  O resultado, segundo a FIERGS, revela um cenário em que a piora da confiança foi influenciada, principalmente, pela avaliação negativa das condições econômicas atuais e maior cautela dos industriais quanto ao desempenho de seus negócios nos próximos seis meses.O índice de condições atuais passou de 40,4 pontos, em agosto, para 37,8 este mês, retração de 2,6 pontos, completando três recuos consecutivos. O indicador atingiu o segundo menor nível do ano, ficando acima apenas dos 37,6 pontos de abril. Quanto menor for o indicador e mais afastado da linha de 50 pontos, mais disseminada é a percepção negativa dos industriais sobre a situação corrente.A pesquisa revela também que o índice de condições da economia brasileira caiu 2,9 pontos, passando de 32,5 para 29,6, o menor nível desde julho de 2020, quando registrou 27,8 pontos. O resultado reforça a percepção negativa dos empresários em relação ao cenário econômico nacional, com avaliações desfavoráveis mais disseminadas. Nesse contexto, 68,7% afirmaram que as condições atuais pioraram ou pioraram muito, enquanto 29,9% indicaram que permaneceram inalteradas. Em setembro, o índice de condições da empresa recuou 2,5 pontos, passando a 41,9, a maior queda do ano para o indicador. As avaliações negativas dos empresários sobre a situação corrente de seus negócios se tornaram mais disseminadas: 36,6% afirmaram que as condições pioraram ou pioraram muito em relação aos últimos seis meses, enquanto 56% indicaram que a situação permaneceu inalterada.Expectativas seguem pessimistasO industrial gaúcho também não demonstra confiança em relação ao futuro e o Índice de Expectativas caiu de 45,3 pontos para 44,8 pontos em setembro, uma queda de 0,5 ponto, marcando o segundo recuo consecutivo do indicador. Por permanecer abaixo da linha dos 50 e ampliar a distância em relação a esse patamar, o resultado sinaliza que as expectativas pessimistas dos industriais gaúchos para os próximos seis meses se disseminaram.O índice de expectativas da economia brasileira avançou um ponto na passagem de agosto para setembro, fixando-se em 36,5 pontos. Apesar da melhora, segue abaixo dos 50, sinalizando que ainda predominam expectativas pessimistas. Metade dos respondentes (50%) projeta piora das condições nos próximos seis meses, enquanto 44,8% esperam que a situação permaneça inalterada. Já o índice de expectativas das próprias empresas acumulou a quarta queda consecutivas, ao atingir 48,9 pontos este mês. Com isso, o indicador interrompe uma sequência de quatro meses no campo otimista, sinalizando a predominância de expectativas pessimistas em relação aos próprios negócios para os próximos seis meses. Assim, 26,1% dos empresários projetam piora ou muita piora das condições de suas empresas, enquanto 51,5% esperam que a situação permaneça inalterada.

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